Às Luzes da Chanukkiah
Não posso dizer que sou judeu; ainda não vivi a cultura nem aprendi a cumprir as mitzvot. Também ainda não trago o kipah cobrindo a cabeça, nunca enrolei um filactério, sigo no esforço de não comer porco e olhe lá o tanto de outras coisas que não conheço. No máximo trago em meus sobrenomes a possibilidade remota de um vínculo que talvez tenha sido a muito furtado. Quem sabe? Só posso dizer que há uma inquietação, uma insistência em buscar algo que nem sei bem o que é, e que, desde pequeno, parece sempre ter me faltado algo. Curiosamente, nas últimas semanas, tenho ouvido falar muito em encontrar a essência. E ouvi isso não apenas de rabinos, mas também de esotéricos, cristãos, e até ateus. Foi então que experimentei acender as velas de uma chanukiah improvisada com taças, reservando uma mais alta para shamash. Com a ajuda de minha esposa e meus filhos que, mesmo sem compartilharem da mesma busca, me acompanharam nas orações meio atrapalhadas e no acendimento das velas. Acendi as velas ...
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